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10/02/2011

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Pelo mundo: No caos da Rússia

Difícil resumir o que foi passar alguns dias na Rússia, mas posso dizer que é o caos mais incrível que vi no mundo.
A Rússia é um país ainda cheio de cicatrizes da antiga União Soviética e da Guerra Fria, que passa um ar cinzento e triste por muitos lugares…
Eu fui para lá em tour com uma banda alemã e no aeroporto pequeno de Moscou (achei bem pequeno para uma capital como Moscou) fomos recepcionados pelo promoter local. Ele veio em uma van com o volante do lado direito (lá os carros têm volante em ambos os lados) mas o sentido das pistas é o mesmo que no Brasil. Imagina que estranho era ir do lado do carona, onde geralmente sento para dirigir?
As pessoas dirigem costurando, não sei como se entendem. Não é à toa que vi várias “batidinhas” logo no primeiro dia por lá.

Lá o povo é extremamente acolhedor, uma espécie de brasileiros europeus. Te abraçam, conversam muito, e nunca, nunca dormem ou param de beber.
Já a comida é uma espécie de arroz grudento, bom, mas tem uma cara estranha. No geral, a comida de lá não tem muito sal, e a base é o arroz, mas as batatas recheadas são perfeitas!
Dos apartamentos que conheci, são sempre bem simples e antigos, apertados e compridos também. Os conjuntos de prédios lembram filmes pós guerra, e sair de manhã andando pelas ruas desertas, e a estação de trêm com velhinhos indo trabalhar cedo, juro que me fez sentir em um filme.

A visão saindo do metrô, no centro, é linda, mas não tão linda quanto a visão da Praça Vermelha à noite.

No último show que a banda da qual eu estava acompanhando fez por lá, todo pessoal que conheci naqueles dias apareceu (eu disse que era um povo acolhedor). Foi show de despedida, e me despedir de tudo e todos daquele lugar deu um aperto imenso no coração. No dia seguinte, em um caso atípico, já a caminho do aeroporto, fez calor, encerrando enfim minha passagem pela incrível Rússia.

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Fotos: Mel Nader

05/02/2011

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Guia de SP: Crêpe de Paris Bistro

Já faz um tempinho, eu e a Fá estávamos em uma tarde corrida e compromissada ali na região do Jardins (entre a Alameda Lorena e Tiête), e já passava da hora do almoço, então decidimos ir a procura de um lugar para saciar a fome!
Nossa busca não era beeeem um super almoço, até porque os minutos estavam contados. Foi aí que encontramos o Crêpe de Paris Bistro, um restaurante com clima todo parisiense, localizado em uma vilinha simpática e de toques europeus. E bastou uma visita para ele entrasse na lista dos favoritos!

Como era de se esperar, não fizemos escolhas suuuper elaboradas, fomos no prato “típico” da casa: crêpe, que na ocasião foi um Dijon, que incluia na receita uns ingredientes mais “fresquinhos” (haha) como: queijo de cabra boursin, tapenade de oliva preta, azeite de oliva e manjericão fresco. Uma escolha assim “simples”, mas bem satisfatória!

Fomos rapidamente atendidas, fizemos um almoço igualmente sem demora e com a pressa, pulamos a sobremesa. A conta de cada prato ficou em torno  de R$ 40,00. Mas vale lembrar que, fomos em um dia sem grande movimento e que já havia passado inclusive, um pouco do horário de almoço. Então não tivemos problemas em nenhum quesito referente a atendimento, espera, pratos, ou ambiente! Por isso eu ainda devo mais visitinhas ao local para finalmente “bater o martelo”, viu? Hahaha. Mas para quem gosta de lugares com clima intimista e boa comida é uma boa pedida!
O Crêpe de Paris Bistro fica localizado na Vila San Pietro, Rua Augusta, 2542, Jardins.

31/08/2010

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Guia de Viagem: Buenos Aires, Hermosa!

Logo que entrei para a equipe do Ladies fui encumbida de fazer esse post, já que acabei de voltar de Buenos Aires! Pensei bastante no que dizer aqui e cheguei à conclusão de que não iria fazer um guia como existem por aí, cheio de “vá para essa rua, visite esse lugar e esse”. Optei por fazer um TOP 5 BsAs, baseado nas minhas experiências pela cidade durante uma semana.

1 – Plaza Serrano

Se em 7 dias eu fiquei em BsAs, em 4 deles eu fui pra Plaza Serrano! A praça fica no centro de Palermo Soho e é uma das atrações mais recentes dos roteiros de Buenos Aires. Point dos argentinos, é lotada de barzinhos que, ora abrem as portas para a balada, ora para feiras de arte, design e moda – um esquema bem parecido com o que temos aqui, no Mundo Mix.

O bairro recebeu o apelido de “casa dos novos designers”, e é justamente por isso que vale a pena dar uma passeada por lá: feita por estilistas mais “modernos”, as roupas são recheadas de influências internacionais mas sem perder a característica da moda argentina. Ou seja, o que você achar lá, você sóoo vai achar lá e geralmente é tudo de pouca produção ou até, peças únicas! Dá uma espiadinha no que eu achei por lá (preços em pesos):

A única falha é que a maioria dos stands não aceita cartão de crédito, e nessas você pode perder a chance de comprar aquele vestido lindo que te serviu magicamente! Então se o seu roteiro do dia for para lá, leve bastante dinheiro em nota para não se arrepender depois.

Vale lembrar que o Real é bastante aceito por lá e sua troca em mercadorias acaba valendo mais a pena do que trocar no câmbio! Para ter uma ideia, consegui comprar com o real valendo 2 Pesos, enquanto no câmbio a cotação estava em média 1,80 Pesos – Economia que parece boba, mas no fim das contas rende vários alfajores! ;)

2 – Guapachoza & UniClub

Um centro cultural e uma balada, ambos bem próximas um do outro. É uma ótima opção de passeio típico argentino, ou seja, chega de brasileiro a cada esquina – um dos males de quem vai para lá querendo ver é gringo! :P

Dica para aqueles que querem algo mais cultural, mas sem se prender à apenas um espetáculo de Tango. No Guapachoza são apresentadas pequenas peças e performances de variadas linhas e funciona como um ótimo happy hour. Foi lá que eu e minhas amigas conhecemos argentinos simpáticos que nos apresentaram à UniClub!

Na Uni acontecem diferentes festas nos dias da semana, mas eu fui e recomento a Afrolunes e a Latin Jam, segunda-feira e quarta-feira, respectivamente.  Na primeira rola a apresentação do Cheick Gueye, do Senegal, com seu espetáculo “La Bomba De Tiempo” – música africana, com muitos tambores e uma energia inimaginável. A quarta-feira é movimentada pela música latina de improviso, sempre com a mesma banda. Outra experiência bem interessante, dançar Salsa é extremamente divertido mas bem difícil, hehe.

3 – Bath & Health

Uma das coisas que me estressou por lá durante minha vista foi o frio absurdo e o que ele fez com minha pele. No primeiro dia eu já estava com os lábios rachados e com a pele muuuuuuuito seca… Não deu outra que já parei no shopping em busca de um hidratante.

No shopping Alto Palermo encontrei um quiosque da VZ e comprei um creme para o rosto por 22 pesos! Usei até não poder mais, tanto que minha pele melhorou muito nos próximos dias e resolvi voltar lá para comprar mais alguns produtinhos, que você vê na imagem abaixo.

Paguei entre 22 e 30 pesos em cada produto e, fazendo a conta, sai muito barato em real! Vale super a pena e é um ótimo presentinho cheiroso para as amigas, a mãe, a sogra… ;]

4 – Calle Aguirre – A Rua dos Outlets

Imperdível! Se você curte roupas de marcas estilosas, é pra lá que você tem que ir. Eu fui pela Puma, que tem um preço absurdamente fantástico na Argentina. Não sei o que acontece, mas tudo você encontra por no mínimo metade do preço em relação ao Brasil. Quase derreti na loja, mas acabei optando só por levar um tênis (roxo e amarelo).

O legal é andar com calma e tirar no mínimo uma tarde para passar. São alguns quarteirões com várias lojas, entre marcas famosas e internacionais – como Nike, Lacoste e Timberland – e algumas argentinas, mais clássicas. Lá eu também encontrei um casaco preto de malha por R$ 150,00, da Ojorojo – aqui um casaco daqueles saíria por no mínimo uns 300!

5 – San Telmo

A Feirinha de antiguidades de San Telmo provavelmente deve ser uma das melhores do mundo. Histórico, o bairro traz todo domingo uma feira gigante com muita coisa bacana – prato cheio pra quem curte artefatos vintage. Só pra ter uma ideia, no meio de casacos de couro de brechós e infinitos livros nos sebos, surgiu um telefone público da década de 60 – que obviamente minha amiga comprou!

Além da feirinha na rua, vale lembrar da visita ao Mercado San Telmo. O prédio foi projetado em 1897 pelo arquiteto Juan Antonio Buschiazzo, também dono do visual do cemitério da Recoleta e da abertura da Avenida de Mayo. Lá o tempo parece ter parado, a arquitetura, a energia e a vibe transformam o lugar num ponto mágico, um dos meus favoritos ;]

Claro que Buenos Aires traz ainda muito mais lugares lindos para você ir e segredos para desvendar. Mas fica aqui a dica para não deixar de passar nesses pontos, pois com certeza vai valer a pena!

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Fotos: Maripê

27/08/2010

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O CD e o estilo dos meninos da Banda Seychelles

Antes de mais nada, uma ressalva: não espere uma linha aqui nos meus posts no Ladies.
Vou falar de tudo um pouco, mas sempre antenada ao que acontece (na maioria das vezes)
nessa São Paulo linda e querida! E o post de hoje é sobre música. E moda, claro ;)

Neste fim de semana a banda Seychelles vai apresentar seu CD “Nananenen” na Livraria Cultura do Shopping Bourbon. Agora o CD, produzido de maneira total independente, está na prateleira das lojas da rede! Para quem não conhece o som dos meninos, fica a dica para ir ao show e se deliciar com a boa música.

A banda conta com músicos extremamente talentosos que já são figurinhas conhecidas do mundo indie-rock: o baterista Paulo Chapolin é baterista da banda Ludov, o guitarrista Fernando Coelho é um dos fundadores da instrumental Mamma Cadela, o baixista Renato mCortez e o próprio Coelho fazem parte do elenco da banda Heroes – banda cover de David Bowie periodicamente na casa noturna Studio SP – e Gustavo Garde, vocalista, já dividiu composições com a sensação indie do momento, Monique Maion.

Além da boa postura musical, os guris sempre arriscam figurinos extravagantes nos shows. Separei aqui algumas das fotos que mostram um pouco do estilo Seychelles de ser, regado à fita isolante na boca e camisetas pintadas a mão!

Relembrando!
Seychelles na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Pompéia

Pocket show e sessão de autógrafos do álbum “Nananenen”
Dia 28 de agosto, sábado, às 19h30
Rua Turiassu, 2100, Perdizes – São Paulo
Entrada Franca

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Fotos: MaripêLab.com

19/08/2010

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Balada Week chega a SP com as melhores casas noturnas da cidade

Muitos dos que me conhecem me chamam de baladeira, sempre falam que eu não me canso nunca. Pois é, então imagine como fiquei quando soube do evento que começa semana que vem aqui em São Paulo? “Margaritas”, já pensei :D

Acontece em terras paulistanas a primeira edição da Prestonight Week, que tem o mote de celebrar a noite, a balada,  e claro, o GLAM! ;)

A “Balada Week” chega em molde internacional de sucesso à cidade com mais de 100 casas noturnas carimbadas em seu menu e uma pulserinha VIP que te dá direito a toooodo roteiro. Além das baladas, restaurantes e bares também fazem parte do pacote e, o mais legal, tudo isso por um preço fixo e double drinks/servings garantidos – horay!

Eu, pouco curiosa, fui lá no site oficial xeretar se a parada realmente vale a pena. Praticamente todas as casas cadastradas são lugares que eu frequento e que eu indico! Separei aqui algumas delas para vocês já irem se preparando :)

Ringue: é um dos bares mais bonitos que já visitei; a temática de uma arena de boxe, com paredes de veludo e muitos espelhos, traz um charme a parte para o lugar. Drinks um pouco caros, mas excelentes. Uma das maiores margaritas que já vi! #Arriba!

Tubaína: Pequenino, porém muito simpático. O Tubaína oferece uma carta de infinitos refrigerantes da linha Tubaína, um mais gostosinho e xaropinho que o outro, NHAM! Além das bebidas interessantes, o lugar tem um ar meio “casa da vovó” pela escolha dos móveis total vintage e o cardápio com comidas gostosas! – Lá o famoso escondidinho recebe o nome de “exibidinho”, uma delícia.

Drosophyla: Fui lá uma vez só, mas já amei o lugar – primeiro, o banheiro é lindo! Haha! Mas não que isso não seja um motivo né? Nós adoramos quando um banheiro caprichado. O bar é simpático, com vários cantinhos: o interior mais chique e na penumbra, e a parte de fora com várias mesas e bancos em meio à muitas plantinhas. Ah, lá tem gatos para todo o canto, uns 3 deles, foufos e peludos #FeliciaModeOn.

Inferno: Na baixa Augusta, o Inferno Club é uma casa de shows e sempre tem no mínimo dois deles por noite. Vale muito a pena quando a banda é boa, então não vá para lá sem verificar a programação da noite, geralmente de bandas underground da cena paulistana! Na maioria das vezes a discotecagem vale a pena, toca muito rock clássico e alternativo.

Berlin: Reduto de indies de Sampa, o Berlin também tem uma aura de “casa da vovó” como o Tubaína. Com móveis e papel de parede antigos, o ambiente é pequeno mas tem sua própria área para fumantes, sem a necessidade de você sair toda hora. Música diferente, pessoas diferentes e sempre uma boa opção!

Trash 80′s: Última dica do post, essa é para quem gosta realmente de dançar e não tem preconceito algum com o arco-íris :D A Trash é lendária por aqui, é ambientada no que o próprio nome já informa, o som trash pop dos anos 80. Muita Madonna, Cindy Lauper e clássicos do nosso brega brasileiro, como o Wando! Adóooro!

Claro que existem várias outras baladas mil na programação, mas finalizo minhas dicas por aqui.
E aí, animou para baladear glamurosa na noite? Se rolar para você, não deixe de comentar aqui dizendo o que achou! E não esqueça: não diriga bêbada, tome muita água para curar a ressaca e tenha na bolsa seu advil-salvador-de-todos-os-males.

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